Histórias de Nina III

Nina sabia que se não fosse com ele, não queria com mais ninguém. Sabe aquele momento, no altar, quando você abre os olhos e realmente enxerga a pessoa com quem está se comprometendo? Aquele alguém a quem você está entregando todo o seu ser? Era assim, nessa fantasia quase infantil, que Nina avaliava o que sentia. E olha que ela nem sabia se realmente iria se casar um dia. Mas nunca pares de olhos ocuparam esse papel com tanta perfeição. A simples imagem desse homem a fazia sorrir. Ela sabia que somente ele seria merecedor de toda a dedicação, fidelidade e amor incondicional que esse compromisso implica. E mais do que isso, só ele seria capaz de acalmá-la. 

O mais curioso é que ele não fazia isso ser uma tarefa difícil. Era natural. Ele fazia Nina desejar que o mundo inteiro os visse juntos. Adoravam a sensação de proximidade e cumplicidade que tinham. Nina apreciava chegar ao ponto de não se importar com mais nada, nem com possibilidades futuras nem com dúvidas existenciais. Simplesmente assumir que um era a escolha do outro e pronto, e que isso implicava tanto em coisas maravilhosas quanto não tão boas, mas os detalhes eram o de menos. O que valia era o que havia de fundo, a base sentimental, construída num inevitável passo a passo desde que um pôs os olhos no outro pela primeira vez.

E era com a maior tranquilidade possivel, sem nem um traço de rancor, que ela reconhecia que era só ele. Se fosse possível de ser vivido, ótimo. Caso contrário, todas as suas idéias de ter ao seu lado aquele alguém para chamar de seu, não da boca pra fora, mas com a voz do coração, ficariam guardadas num lugar profundo, especial, onde só as coisas únicas e inesquecíveis têm seu espaço. Porque Nina sabia que aquilo não era algo passível de ser jogado ao vento…

Sim, ela viveria, e sim, ela seria feliz. Mas não, ela não se esqueceria.

Histórias de Nina são pequenos textos de ficção sobre vida, amor e relacionamento. São pensamentos, que podem ou não ter a ver com a realidade. São necessariamente reais, mas não obrigatoriamente verdadeiros. Qualquer semelhança com fatos, pessoas ou idéias é mera coincidência.

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