Os gatos da minha vida

Não, não vou falar sobre homens e relacionamentos. Hoje vai um texto bem natureba, que só quem é fanático por animais vai entender. E isso vem de família. Minha avó já era gateira (apesar de afogar os filhotes recém nascidos na água – mas naquela época, sem castração, quem pode julgar essa atitude?) e minha mãe e tia também. A primeira de forma mais contida, uma espécie de amo-meus-cinco-gatos-desde-que-eles-não-me-toquem e a segunda é fã de felinos de marca maior. Dessas que pegam gatinhos abandonados em qualquer estrada e dormem desconfortavelmente na cama só para que os bichanos possam se acomodar melhor. Coisa que eu assumo que já fiz muito também, e faço até hoje com meu Caillou, que religiosamente se deita na mesma hora que eu, entre meus pés.

O primeiro gato da minha vida foi o Tikinho, eu devia ter uns 8 anos de idade nessa época. Todo rajado, era aquele gato bem vira-lata. Encontramos ele ainda filhote numa noite de domingo, sob uma prateleira de supermercado. Eu e meu irmão insistimos muito, e minha mãe convencida levou ele pra casa. Viveu uns 2 ou 3 anos conosco, até que num período que nos ausentamos em viagem para a Suécia ele desapareceu. Ou assim nos contaram, porque acho que na verdade ele pode ter tido uma morte mais trágica, mas os detalhes foram poupados às crianças da casa.

O segundo, e eterno, pois foi o gato mais marcante da vida de todos nós naquela casa, foi o Nugget. Amarelo e branco, carinhoso e dengoso. Quando o pegávamos no colo, de barriga pra cima, ele abraçava nosso braço com as patinhas dianteiras. Ele nasceu num quartinho de bagunças na praia, e era muito arisco, como a mãe dele, que não permitia que ninguém se aproximasse. Fisssssttttt era o barulho que se escutava em coro quando alguém entrava no recinto. Veio à vida  num 31 de outubro, 1991. Era um gato bruxo no começo, mas com muito carinho (e comida) nos o domesticamos. Assim que ele desmamou, subiu para São Paulo com a gente.  Mas não veio sozinho, pois na mesma época abandonaram também na praia um gato preto e branco filhote, que se tornou inseparável do Nugget. Era o gato Felix. Dele eu lembro que babava muito quando estava feliz, era ronron e baba pra todo lado, muito nojento pra quem nao estava acostumado.

Poucos meses antes de levar os dois para São Paulo, minha tia encontrou numa cidade perto do sítio uma filhotinha toda preta, muito meiga e linda, e acabou convencendo minha mãe a ficar com ela. Levamos a gatinha para casa, e logo depois num feriado, para a praia. Lá, a caseira de um vizinho disse que a gata estava infestada de pulgas e lêndias, e que deveríamos comprar um remédio na farmácia. Ainda meio inexperiente com gatos, e sendo maníaca por limpeza como é , minha mãe foi imediatamente, e no começo da noite aplicou o produto em todo o pelo dela. Algumas horas depois, no meio da madrugada, a Pretinha começou a ter convulsões e vomitar muito. Logo cedo, levamos num veterinário, e mesmo com lavagens e remédios, poucas horas depois ela morreu. Intoxicada. O produto deveria ter sido totalmente retirado com água e sabão, e como isso não foi feito, ela se lambeu e ingeriu toda a química. Acho que esse é um dos maiores pesos na consciência que a minha mãe tem, e poucas vezes na vida vi ela chorando desconsoladamente como naquela tarde.

Nugget e Felix ficaram muito tempo em casa, até que novamente numa viagem, o Felix apareceu morto no porão. Atropelado, envenenado, ninguém nunca soube. Nugget reinou soberano até que eu fiquei sabendo que a gata que vivia na escola (sim, eu estudava numa escola que era meio zoológico, com galinhas da Angola, coelhos, e galos que invadiam repentinamente a sala de aula) havia tido filhotes. Durante 1 mês eu passei todos os recreios com a ninhada, querendo de todo jeito uma fêmea tricolor, muito fofinha. Aliás, muita gente não sabe, mas todo gato de 3 cores é fêmea. Obrigatoriamente. Nem toda fêmea tem 3 cores, mas se tiver é ELA com certeza. Coisas da genética. No dia combinado para pegar a filhota, cadê? Não estava mais na ninhada. Desconsolada, mas sem querer perder a chance, já que meu pai havia concordado em ter mais um bichano, acabamos pegando um macho todo branco com duas pintas negras. Uma era na cabeça e uma nas costas. Foi batizado Teddy. Ele e o Nanã (apelido do Nugget), se apaixonaram à primeira vista. Nanã virou o pai dele, e acreditem-se quiser, o Teddy mamava nos peitos (de macho, claro!) do Nugget. Muito surreal, todo mundo morria de rir assistindo a simulação de amamentação entre esses dois.

Na Páscoa do ano seguinte, 1994, mais uma gata de rua deu a luz no quintal da casa de praia. Eram dois filhotes dessa vez, um amarelo e uma tricolor, o meu sonho felino. Quando nos aproximamos, a mãe  fugiu assustada, deixando os dois filhotes. De repente, horas depois, voltou e buscou um só, o amarelo, levando-o pela boca. Deixou a tricolor lá, abandonada, aos poucos dias de vida. Cabia dentro da minha mão. Foi uma trabalheira para convencer meu pai a aceitar o terceiro gato na casa. Mas éramos quatro contra um, e a maioria venceu. Nanny subiu a serra dentro de uma caixa de leite, enrolada em paninhos. Eu dava leite pra ela numa daquelas chuquinhas de bebê, que se compra em farmácia. Acordei cedo durante várias semanas, e antes de ir pra escola preparava o leite morno da Nanny, que ela tomava avidamente. Muita gente duvidou que ela fosse sobreviver, pelo tamanho diminuto que tinha. Mas dois meses depois ela já era uma filhotona esperta. Foi nessa época que aconteceu uma das mortes de gato mais trágicas da minha vida. Lembro que era um sábado, e estávamos voltando para casa ao anoitecer, depois do aniversário do meu tio. Chegando na Al. E. apenas avistamos um corpo branco e felpudo no meio da rua. Teddy havia sido atropelado. Chorei desconsolada por horas, e ele foi enterrado no terreno ao lado de casa. Muito triste. Anos depois, meu irmão caçula e um amigo bem doidinho que ele tinha, desenterram a pobre ossada do Teddy, e sob os gritos horrorizados de toda a família, fizeram um segundo e eterno funeral para o pobre bichano.

Ficamos só com Nugget e Nanny por alguns meses, e esta última aos poucos começou a engordar desmedidamente. Aos inacreditáveis 9 meses de idade, ela pariu sua primeira e única ninhada (depois desse “acidente”, todos os gatos foram sistematicamente castrado na mais tenra idade). A bolsa dela estourou no sofá, e na manhã seguinte, 27 de novembro de 1994 (lembro porque era último dia de prova na escola), nasceram 3 gatinhos, um amarelo macho (filho de um gatão de rua enorme que rondava os muros e telhados) e duas fêmeas brancas e cinzas (filhas do Arrepio, gato dos vizinhos). Outra curiosidade: uma mesma ninhada pode ter inúmeros pais diferentes, dependo da “promiscuidade” da mãe gata.

Amei ter uma ninhada em casa, e eu e meus irmãos curtíamos muito os 3 filhotes. Uma das fêmeas foi para um amigo do meu pai no interior, e acabamos ficando com a Joy e o amarelão Nick. Este, o maior gato de todos. Se ele não tivesse sido castrado, seria um tigre. Ficou então bem gordo, e acho que na sua fase áurea pesou uns bons 8 ou 9 quilos. Boa praça, sempre se deu bem com todos outros gatos que passaram pela casa, e é o mais velho ainda vivo, completando 16 anos em poucos meses mais.

Joy era minha xodó, não sei porque eu tinha tanto apego por ela. Pesarosamente, antes de completar um ano de idade, ela se foi. Resultou  na morte mais sentida para mim, por ter sido proposital também. Algum(a) infeliz das redondezas (que nós sabemos com 99% de certeza quem foi) colocou veneno, provavelmente chumbinho, para pegar a gataria. Não matou só a Joy e o pai dela Arrepio, como também uma sheep dog maravilhosa, a Cindy, que morava duas casas acima de nós. Foi um grande escândalo na rua, e muita infelicidade para todos que perderam seus pets.

Passaram-se 3 anos tranquilos, com Nugget, Nanny e Nick em casa. Curiosamente, coincidência ou não, só sobreviveram os gatos que os nomes começavam com a letra N. Daí, não foi nenhuma surpresa quando, ao beber com amigos num posto de gasolina Select durante uma noite, uma Nina cruzou meu caminho. Quando a vi, já sabia o nome. Preta e branca, uma vaquinha, toda pequena e fofa, Nina era o nome perfeito. Aproveitando que o resto da família estava viajando, levei a para casa. Pelo menos teria tempo de preparar o terreno para a chegada do quarto elemento. Mal sabia que eles, ao voltarem do Guarujá, trariam outro gato, um pretinho todo fofo também. De repente ninguém acreditava quando nos vimos no terraço de casa naquela tarde de domingo, com dois filhotes novos! Não eram mais 3 gatos, eram 5!

Chuck, o gato do litoral sul, e Nina se tornaram inseparáveis, correndo e brincando pela casa, pra cima e pra baixo. Chuck dava surras homéricas na Nina, que era menorzinha. Logo depois dormiam abraçados no sofá. Ela cresceu muito esperta por causa disso. Numa noite fria, eu andava pela rua com alguns amigos, indo da casa de um para o outro. Ao passar na frente da minha própria casa, Chuck estava sobre a caixa de luz, e me olhava fixamente com aqueles olhos amarelos. Nos olhamos bem, eu falei “Chuckiiiiii” como sempre dizia, sorri e segui adiante. Minutos depois, escutei um som horrível, e corri rua abaixo até a minha casa novamente. Chuck havia sido atropelado. Morte instantânea. O FDP que o atropelou nem parou. Mas eu aprendi uma coisa com esses acidentes, que na quase totalidade dos casos, a culpa é do gato. Eles saem na rua sem noção alguma do perigo, nas suas correrias noturnas, as vezes correndo atrás de algum inseto, e de repente estão sob as rodas, sem que o motorista nada possa fazer. Muito triste, mas de certa forma eu já estava calejada, além de que inexplicavelmente nunca me apeguei tão intensamente a ele. Só mais uma vez na vida iria me arrasar tão profundamente como com o Teddy e a Joy.

Mais 3 anos se passaram com Nugget, Nanny, Nick e Nina, e a profecia do N continuando. Em junho de 2001, eu ia ao Pão de Açúcar comprar ingredientes para um fondue que faríamos na casa de uma amiga. No meio da avenida, um vulto preto cruza a minha frente. Parei na primeira vaga que avistei, e chamei pelo bichano. Fiquei horrorizada com o que vi: um gato ainda filhote, inteiro preto e magro de dar dó, com uma das orelhas cortadas, falhas no pelo, e manco de uma pata traseira. Primeira vez que encontrei uma vítima assim tão descarada da maldade humana. Coloquei o bichano dentro do carro, e ele ficou pacientemente me esperando deitado entre os pedais, enquanto eu fazia as compras. Foi batizado Costelinha, por suas condições óbvias. Hoje, aos 9 anos, está longe de ser um gato normal, mesmo castrado ele é esquálido, e tem um comportamento bem peculiar. Ataca enquanto recebe carinho, arranha e morde de alegria, é bem maluquinho. Mas para quem conhece, é um gato muito especial. Do dia que eu o peguei, ficou a paixão por entrar em automóveis. Não foram poucas as vezes que meu irmão teve que voltar pra casa pra devolver o Costelinha, que havia ido junto trabalhar com ele. Não pode ver uma janela de carro aberta que salta dentro. Dorme sempre com meu outro irmão, e tem que ser ao lado da cabeça, não pode ser em outra parte da cama. Esperto que só ele, faz uma coisa incrível: xixi na privada. Só acredita quem vê, e é tão surpreendente, ele se senta no vaso e faz o que precisa. Aprendeu sozinho!

Meados de 2001, logo após a chegada do Costelas, Nanã começou a emagrecer. De um gato roliço e fofo, ele ficou pelancudo e ossudo. Um exame de sangue mostrou que ele estava com AIDS felina (não-contagiante para humanos). Continuava dengoso como sempre, e eu me lembro de passar horas com ele no colo, deitado nos meus ombros. Seu nariz tinha feridas profundas, que pareciam doer muito, mas ele nunca deixou de ronronar por isso. Era um gato único. Em outubro, parou de comer. Só ficava deitado, na minha cama. No dia do meu aniversário de 21 anos, poucos dias antes dele completar 10 anos de vida, decidimos que era hora de terminar aquele sofrimento. O veterinário veio em casa, e quem ficou com ele na hora da injeção letal foi meu irmão. Eu e minha mãe ficamos na escada, chorando. Me lembro até hoje do grito agudo e sentido que ele soltou, e até hoje não entendo, porque dizem que a eutanásia não doi. Não sei se foi um grito de despedida, se foi uma forma dele dizer que não queria nos deixar. Isso vai ficar comigo pra sempre, e cada vez mais tenho as minhas dúvidas se isso foi a decisão certa ou se deveríamos ter esperado o descanso dele chegar de forma natural. Depois do Nanã, nunca mais sofri dessa forma por um gato. Ele foi tão especial que duvido que jamais eu sinta por outro animal o que senti por ele. Ele é o único gato que eu lembro em detalhes, e se quiser posso até sentir ele no meu colo. Tinha a barriga branca, e linhas amarelo-escuras na cabeça, que pareciam pequenos rastafáris. Nanã foi enterrado no terreno, ao lado do Teddy. Foi nossa primeira N perda.

Uma noite, começamos a escutar miados em casa. Alguém havia abandonado um filhote na garagem! Minha mãe ficou super brava, disse que isso é o que acontece quando as pessoas percebem que alguém já tem muitos gatos, e começam a abandonar lá. Era um filhote fofo, branco com manchas acinzentadas, e a pedidos de um ex namorado, o chamei de Pippo. Poucas semanas depois no veterinário descobrimos que não era o Pippo… e sim a Pipa. Era uma gatinha muito linda, adorava correr atrás de bolinhas de papel, e a minha mãe gostava muito dela, a despeito de toda a comoção quando ela chegou. Foi um arraso para todo mundo quando ela desapareceu, sem deixar vestígio. Tempos depois, fui saber que  um amigo de um amigo costumava passear pelas madrugadas com seu bull terrier solto, e que ele tinha como hábito pegar gatos como petisco. Depois simplesmente o dono pegava o cadáver do felino e jogava pelo muro do condomínio. Juntando as partes, concluí com absoluta cerrteza que a Pipa foi uma das vítimas do cão. Mais uma vítima da babaquice humana.

Passamos mais uns 3 anos sem gatos novos, só com a Nanny, Nick, Nina e Custa. Eu já estava sentindo saudades de um filhotinho correndo pela casa. No meu último ano de faculdade, fiquei sabendo de um abrigo/site que hoje é super famoso, mas na época estava só começando (que a minha mãe não leia isso, para todos os efeitos eu encontrei o Crocat miserável na rua). Me apaixonei por um gatinho pequeno, com curiosa cor de chocolate que tinha lá para adoção. Foi dessa forma que um gato caolho entrou na minha vida. Crocat é o nome dele. Uma das pupilas dele não contrai, e ao sol ele fica sempre com um dos olhos fechados. Hoje o pelo é preto e muito macio, e ele, por ter chegado em casa quando já tínhamos os dois labradores, acha que é um cachorro. Dorme com eles, corre atrás de bolinhas no quintal e pede comida à mesa. Aliás é um chato nisso, todo almoço quer o seu bocado, e arranha pernas, braços e roupas para ganhar um pedaço de peixe. Ele é um exímio caçador, e mata passarinhos, pombas, lagartixas e qualquer outro animal que estiver ao seu alcance.

Nossa, a história está longa, nunca imaginei que tinham sido tantos gatos! E calma que ainda falta mais… Quando o Croc ainda era filhote, minha prima apareceu em casa com 3 filhotes numa caixa de papelão, eu me apaixonei por um que era cor de flocos. Branco com muitas pintas pretas, era como um dálmata. Mas nem insisti para ficar com ele, pois com 5 gatos já sabia que seria impossível. Mas na noite seguinte, ao voltar do trabalho, o Pandinha estava lá! Minha mãe havia decidido ficar com ele! Croc e Panda tornaram-se inseparáveis também, onde um estava o outro acompanhava. Pandinha durou menos de 2 anos com a gente. Eu estava já bem grávida da Lolo quando ele foi encontrado morto no jardim. Simplesmente apagado, podia-se dizer que estava dormindo. Nenhum trauma aparente, nada de machucados. Estava morto, sem explicações. Foi enterrado no mesmo terreno ao lado de casa, praticamente um “Pet Sematary” a essa altura.

Um ano depois, no mesmo canteiro onde Pandinha foi encontrado morto, perambulava uma filhote escaminha. Toda rajada em amarelo e preto, e manquitola de uma pata, era filhote de uma gata de rua. Arredia que ela só, foi preciso o jardineiro capturá-la para que a gente pudesse cuidar dela. Tornou-se uma lady, a Chanel. Linda como só ela, gorda e fofa, adora um sofá, e gosta mais ou menos das pessoas. Também tem seus ataques repentinos, e junto com o Custa, são a dupla imprevisível do “gatil”. Você até pode ir fazer carinho, mas se não fizer do jeito certo (tem partes onde eles odeiam ser tocados, como a barriga) vai tomar um belo de um arranhão de tirar sangue. Mas a gente já está acostumado! Até a Lolo já sabe que nesses gatos não ela não pode tocar.

Em março deste ano, a Nanny se foi, aos 16 anos. Chorei muito, desde o Nugget eu não tinha uma perda tão sentida, afinal eu criei ela desde que nasceu. Ela foi ficando fraca, velhinha, só dormia o dia todo. A gente até brincava que um dia ela morreria no sofá e a gente só perceberia quando começasse a cheirar mal… Humor negro, mas a verdade é que ela morreu numa poltrona, confortável, quentinha, e todos nós nos despedimos dela. Foi na hora que ela quis, durante uma madrugada de domingo. Depois de presenciar essa falecimento tranquilo, mais do que nunca eu me arrependi de ter sacrificado o Nanã. Ele podia muito bem ter ido assim também. Enterramos a Nanny no terreno, com direito a funeral e flores trazidas pela Lorena. A noite, quando fomos dormir, a Lo me perguntou: mamãe, a Nanny vai ficar lá fora a noite toda??

Na casa da minha mãe tem hoje o Nick (15 anos), a Nina (13), o Costela (9), o Crocat (6) e a Chanel (3). Pelo que voces podem perceber, a tradição do N agora se espalhou ao C também. Eu tenho o Caillou, que tem 2 anos, na minha casa. É meu gato e da Lorena.  Um sonho branco. Paciente como só ele, deixa que ela o carregue no colo, enrole nas cobertas, outro dia ela até o jogou dentro da água.  Ele me espera enquando eu tomo banho, adora beber água quente da banheira e só come se a ração for recém colocada no pote. Já tivemos a Laninha também, uma pretinha que a minha prima encontrou no acostamento da Marginal Pinheiros. Ela fugiu de casa uma vez, e depois de muito procurar, a encontramos quase 2 semanas depois. Na segunda vez, ela não voltou mais. Era uma legítima gata de rua, e acho que quis continuar assim. O Caillou a adorava. Mas hoje ele já se acostumou a ser filho único em casa, e na rua tem muitos amigos, com quem ele perambula todas as madrugadas. Amo muito meu branquinho, e adoro a personalidade dele. Se alguém toca a campainha de casa, ele rosna como um cachorro. E corre direto à porta para ver quem é.

E esses foram meus gatos. Cada um está em mim. Sei que não fiz por eles tudo que deveria, mas fiz o melhor que pude. E nunca um amor será tão puro, tão intenso e tão recompensador quando de um gato. Obrigada, meus gatinhos.

“De todas as criaturas de Deus, somente uma não pode ser castigada. Essa é o gato. Se fosse possível cruzar o homem com o gato, melhoraria o homem, mas pioraria o gato.”

Mark Twain

2 comentários em “Os gatos da minha vida

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