Aguardando ansiosamente o primeiro pontapé

Toda madrugada, quando inevitavelmente acordo (por n motivos, que vão desde o xixi, cobrir a Lo ou pura e simplesmente insônia gravídica), agarro meu toquinho de barriga. Nem é mais tão pequena assim, exuberante para seus apenas 4 meses de existência. Fico “abraçando” meu filhote de apenas 15 cm, tentando sentir seu mais mínimo movimento. Mas esta difícil. O rapazinho, tão ativo nos ultrassons, ainda não dá o ar da sua presença através de um bem dado chute. Sinto às vezes, na hora mais inesperada do dia, uma movimentação bem lá no pé da barriga. E fico toda boba, pensando, foi ele? Nem pareço mãe de segunda viagem!
Aliás comparar a primeira e segunda gravidez é coisa que toda mãe faz, e que não adianta nada, nada mesmo. É como pegar e comparar o almoço com o jantar. Teoricamente é tudo comida, mas e aí? Arroz e feijão e sopa não poderiam ser mais diferentes, e assim também são as barrigas. Muda o tempo, muda o contexto, alteram-se os mínimos detalhes.
Minha primeira barriga era mínima. Tinha aos 6,7 meses o tamanho que tem hoje aos 4. Passei tão mal nos primeiros meses da Lorena, perdi tanto peso, que só fui usar calcas de grávida no fim do segundo trimestre. As mesmas que agora já são minhas companheiras há semanas. Nessa gravidez, não comprei besteirinhas como na anterior, nem roupinhas enfeitadas que fico mostrando pra todo mundo. Nico vai reaproveitar berço, banheira, quase tudo de um dos seus quatro irmãos. E haja coisa para ser reaproveitada!
Na primeira gravidez eu estava na casa dos 20 anos. Super nova, pique total, nada afetava a mim nem a meu corpo. Nessa agora, aos 30, é só abusar um dia que as costas doem. Alias tudo dói, desde o pé da barriga ate o pé de verdade.
Não querendo comparar as duas gravidezes (mas já comparando), o que mais se assemelha nas duas ocasiões é a paixão pelo crescimento da barriga. Ela é o centro de tudo, inclusive meu mais novo centro gravitacional.
E no que mais difere é que não sou só eu. Tirando a óbvia participação do pai do bebê em cada gravidez, agora eu tenho ao meu lado a fã número 1 do bebezinho. A irmã Lorena. E como ela curte. Conversa, faz desenhos, explica. O irmão (que no começo “não agradou” muito, já que ela queria a tão sonhada irmãzinha) hoje já é o melhor amigo dela. E que continuem sempre assim. Na vida, daqui a 70 anos, quando nada mais houver, eles ainda terão um ao outro.
E que venham os chutes, porque nós aqui não agüentamos mais esperar!

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3 Comentários

Arquivado em Filhos

3 Respostas para “Aguardando ansiosamente o primeiro pontapé

  1. Maria C Mota

    É isso aí, mãezona. É curtir o filho e reaproveitar as coisas das outras crianças que nasceram. Você é consciente, não fica esbanjando coisas à toa. Felicidades.

  2. Andrea Uono Terazaki

    Jenny,
    Vc é com certeza uma SUPER MÃE!
    Qdo estiver grávida, quero que vc seja a minha “conselheira”.
    Espero que estejam todos bem: vc, o Maridão, a Loló, o Nico e os outros “filhos” tb”
    Qualquer coisa que precisar, é só gritar!
    Beijos,
    Dea

  3. Mia Gartenkraut

    Me emocionei!
    Parabéns pelo meninão que vem aí!(ops..já está aí né?)
    Você vai AMAR ser mãe de menino…e só entende…quem é mãe de menino! rsrsrsrss
    bjão querida!

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